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Urologia: Como evitar pedras nos rins

29/07/2016

 

Pessoas obesas ou que ingiram uma quantidade maior de sal na dieta são mais propensas a terem cálculos renais

 

Os cálculos urinários ou pedras na urina são a formação de minerais de vários tipos, formas e tamanhos dentro do aparelho urinário. É uma doença do ser humano muito antiga, tendo sido identificada, inclusive, em múmias egípcias.

 

Os cálculos se formam dentro dos rins ou da bexiga. Uma vez formados, aí permanecem, podendo causar problemas. Cálculos nos rins podem produzir sintomas ou não. Algumas vezes eles podem se deslocar para o ureter (fino canal que liga os rins à bexiga). Nesta situação o paciente poderá ter dor muito forte, chamada de cólica renal. Além disso, os cálculos podem ocasionar infecção ou sangramento na urina.

 

Estes cálculos são formados pelo desequilíbrio entre substâncias que favorecem a agregação dos minerais e as substâncias inibidoras, da própria urina. Algumas famílias têm características genéticas que propiciam a formação dos cálculos. Populações que residem em regiões mais quentes do mundo apresentam uma incidência maior de cálculos. É por isso que os médicos indicam uma boa hidratação para pacientes com risco de formação de pedras nos rins.

 

População de risco

Pessoas obesas ou que ingiram uma quantidade maior de sal na dieta são mais propensas a terem cálculos renais. Consequentemente, indica-se redução de peso e diminuição da ingesta de sal na dieta. Alimentos industrializados e embutidos devem ser evitados por estes indivíduos.

Alguns pacientes com infecção urinária têm maior risco de cálculos urinários. A infecção também pode piorar a situação do paciente porque os cálculos se tornam maiores e mais complexos.

Os cálculos podem ser identificados por ecografia, radiografia ou tomografia computadorizada. Conforme a constituição dos cálculos, existe uma característica à radiografia. Por exemplo, cálculos com muito cálcio são bem visíveis, enquanto cálculos com muito ácido úrico não aparecem bem nos exames de imagem.

 

Os cálculos urinários podem ou não necessitar de tratamento. Pedras pequenas nos rins, assintomáticas, muitas vezes não requerem nenhum tratamento. Alguns desses cálculos ficarão nos rins por um bom tempo. Outros podem ser eliminados espontaneamente. Por outro lado, cálculos renais maiores e sintomáticos devem ser tratados. O maior risco que existe em cálculos que não são acompanhados por um urologista é a obstrução do ureter e represamento da urina, provocando perda da função renal. Alguns pacientes vão perder a função de um rim sem terem muitos sintomas, de forma silenciosa. Esta é uma situação grave porque o rim poderá não mais retornar ao normal.

 

Tratamentos

Os urologistas têm condições de aconselhar e tratar pacientes com pedras nos rins. Na maior parte das vezes, os cálculos serão tratados de forma minimamente invasiva por orifícios na pele ou por endoscopia (aproveitando o orifício natural da eliminação da urina, a uretra). Frequentemente eles terão que ser fragmentados para serem retirados. Estas são técnicas que permitem uma recuperação rápida. Após a cirurgia, você poderá ter que usar um dreno interno, o chamado cateter duplo J.

 

Em certas situações, você e o seu urologista podem optar por realizar a explosão dos cálculos. Esta técnica é chamada litotripsia extracorpórea por ondas de choque, e consiste na aplicação de ondas de choque por uma máquina, sem cortes na pele. Os cálculos serão reduzidos a poeira, que será eliminada junto com a urina.

 

Pacientes que têm muitos cálculos, em ambos rins, necessitam realizar uma investigação para saber qual a composição dos cálculos. A urina é coletada durante 24 h para medir as substâncias presentes. Um tratamento preventivo, quando identificada a causa, será prescrito.

Infelizmente a recidiva de pedras nos rins é frequente. Assim, recomenda-se sempre que os pacientes com cálculos tenham um urologista para orientação.

 

Fonte: Portal da Urologia - SBU - Dr. Túlio M. Graziottin – Porto Alegre, RS

 

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