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Urologia: Como reverter a vasectomia?

A vasectomia é um método de controle de natalidade e planejamento familiar cirúrgico considerado seguro. Houve um aumento considerável da realização de vasectomias no Brasil, passando de 7.800 procedimentos em 2001 para 34 mil em 2009. A região sudeste foi responsável por 55,6% dos casos, seguida pelas regiões sul (24,4%), nordeste (10,6%) e centro-oeste (8,25%).

 

 

A porcentagem de indivíduos que repensam a opção da vasectomia varia de 2 a 6%. Essa situação deve-se normalmente ao desejo de novos filhos com a mesma parceira ou devido a um novo casamento. Nessa situação existem duas opções de tratamento: reverter a vasectomia, ou seja, desfazer a cirurgia com uma alta taxa de sucesso e que permite a obtenção de gravidez através de relações sexuais, ou optar pelo bebê de proveta com espermatozoides retirados do interior do testículo, técnica chamada de reprodução assistida ou ICSI, que consiste na injeção, em laboratório, de um espermatozoide dentro de um óvulo maduro retirado da parceira.

 

A reversão da vasectomia é da competência do urologista, mas a necessidade de treinamento em microcirurgia, a pressão determinada pelos ginecologistas na realização de reprodução assistida e a desinformação sobre os bons resultados da reversão levam a uma subutilização da técnica. Os próprios urologistas, não afeitos ao procedimento e sem experiência na técnica, não realizam a reversão e também não recomendam o procedimento.

 

A reversão da vasectomia é realizada por meio de uma anastomose (emenda) entre os cotos (partes) do deferente (canal por onde transitam os espermatozoides desde o testículo até a vesícula seminal) que foram interrompidos, ou entre o deferente e o epidídimo (estrutura junto do testículo onde os espermatozoides amadurecem e ganham motilidade), obrigatoriamente com auxílio de magnificação de imagem (microscópio cirúrgico). O uso do microscópio é que permite os bons resultados após a reversão. Reversão sem microscópio diminui a chance de sucesso do procedimento.

 

Os resultados de permeabilidade (taxa de sucesso) e gravidez para reversão são respectivamente 97% e 76% com vasectomias de até três anos, 88% e 53% para intervalos entre 3 e 8 anos, 79% e 44% para intervalos entre 9 e 14 anos e 71% e 30% para tempo igual ou superior a 15 anos.

 

Os fatores que influenciam o sucesso da cirurgia são: intervalo de tempo entre a vasectomia e a reversão, emprego de técnica microcirúrgica, experiência do cirurgião e a presença de espermatozoides na secreção avaliada da porção do deferente que vem do testículo no momento da cirurgia. O fator que influencia na ocorrência de gravidez é a idade da parceira, porém mesmo com esposas acima de 35 anos o casal pode ter uma boa chance de engravidar após a reversão.

A taxa de complicação após as cirurgias de reversão é extremamente baixa. As mais frequentes são hematoma e infecção, raramente necessitando de tratamento.

 

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