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Você conhece a Doença Renal Policística?

23/02/2017

O que é?

 

A Doença Renal Policística é uma enfermidade que acaba substituindo o tecido dos rins por cistos cheios de líquido. O crescimento progressivo dos cistos pode deslocar o tecido normal do rim, danificando-os. Como consequência, este dano causa insuficiência dos rins, acarretando no acúmulo de toxinas no organismo.

 

Existem duas maneiras da doença se manifestar. A doença policística do adulto, habitualmente, aparece entre 30 e 50 anos de idade. A outra forma é a doença policística da infância, também hereditária, que afeta recém nascidos, crianças jovens. No entanto, o desenvolvimento da doença nesta fase é bem menos comum.

 

Causas:

 

Em 90% dos casos, a causa é hereditária, herdada do pai ou da mãe. Não há distinção entre raças, etnias e sexo.

Esta doença ocorre por mutações genéticas nos genes PK1 e PK2, passando para os filhos de forma dominante. Desta forma, ela afeta 50% dos filhos de um casal, caso um deles tenha a doença desenvolvida.

A outra forma da doença se manifestar é através de mutação cromossômica espontânea, sem ter histórico familiar.


Quando se sabe de casos dentro da família, é importante que todos os parentes próximos investiguem com a orientação de um urologista se tem ou não a doença, principalmente no início da fase adulta e se tem intenção de ter filhos.

Sintomas:

 

Dores nas costas, devido ao aumento do tamanho dos rins. Se sentir dores mais agudas, pode ser devido a infecção ou obstrução por coágulos ou pedras nos rins (ocorre entre 15 e 20% dos casos nas crianças e cerca de 75% nos adultos), ou até mesmo uma hemorragia dentro do cisto.

Outro sintoma bem comum é urinar com bastante frequência à noite e a ocorrência de sangue nela.

Pode haver ainda o aumento da pressão sanguínea, devido a redução de sangue no rim, causada pela compressão dos cistos.

Infecção urinária também pode acontecer, tanto na bexiga quanto nos próprios rins.

Diagnóstico:

 

Através de exames radiológicos consegue-se enxergar os cistos  no início da fase adulta, em torno dos 18 anos, mesmo que não haja nenhum sintoma. A urografia excretora para fazer o diagnóstico, mas é o teste menos sensível. Já a ultrassonografia (ecografia) é sensível bastante para detectar a maioria dos casos da doença, no entanto, não é o suficiente para excluir completamente o diagnóstico. O exame mais sensível nos dias de hoje é a tomografia computadorizada com infusão de contraste. Se a doença for investigada desde o início da vida adulta até os 28 anos e tanto a ecografia quanto a tomografia computadorizada forem negativas, é muito provável que esta pessoa não tenha a doença renal policística e assim, não irá transmitir o defeito genético aos seus descendentes.

Tratamento:

 

Infelizmente a Doença Renal Policística não tem cura, embora muitos estudos estejam em andamento, podendo mudar o quadro atual em alguns anos.

Entretanto, é possível controlar e aliviar os sintomas. O acompanhamento deve ser realizado de forma constante com o médico especialista, que solicitará exames regulares de sangue e de urina.

É possível que o médico indique remédios para auxiliar o controle da doença e melhor funcionamento dos rins.

 

É importante evitar a ingestão de alguns alimentos como bebidas alcoólicas e de sal em excesso. É também indicado que não haja uso de tabaco.

 

Alguns esportes também devem ser evitados, principalmente os que propiciam impacto forte impacto físico, como o futebol, lutas, rugby e futebol americano, pois pode ocorrer o rompimento dos cistos.

Observações Importantes:

 

Uma preocupação importante que surge é sobre os sintomas de falência dos rins. Geralmente ele começa a apresentar sinais fortes de insuficiência quando sua capacidade está comprometida entre 80 e 90%. Quando isso ocorre, o paciente sente falta de apetite,

náuseas, vômitos, perda de apetite, fadiga, coceiras e tremores musculares.

 

Sem um tratamento adequado, acaba ocorrendo o acúmulo de toxinas no corpo, podendo entrar em coma, ter convulsões e até vir a falecer.

Com a redução das funções renais, é necessário que o paciente comece um tratamento com hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

Nos casos onde os rins estão comprometidos, existe a possibilidade do transplante renal. Com a substituição do rim por um saudável, o “novo” rim não fica sujeito a desenvolver a Doença Renal Policística, pois o órgão se desenvolveu de forma natural, sem o problema genético.

 

Para mais informações, se você suspeita que possa ter esta doença ou ter algum parente, procure seu médico especialista e faça o diagnóstico preciso. Quanto antes você diagnosticar a doença e realizar os cuidados devidos, mais saudável será a vida do paciente.

 

A São Pietro Saúde está sempre ao dispor com sua equipe de médicos, especialistas e tecnologia de ponta para auxiliá-lo a manter você sempre no melhor de sua saúde.

 

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