(51)  3371.6200       99388.4440

(51)  3464.0076

Responsável Técnico:
Dr. Luciano Zuffo
CRM-RS:  26798 / RQE 23181

(51)  3371.6225       99167.0593

Estacionamento no local

(51)  3783.8065       99167.2901

(51)  3191.9607

BLOG

Insulina: uma nova geração para controlar ainda melhor o diabetes

26/11/2018

 Chegam ao Brasil as primeiras canetas que combinam, na mesma aplicação, a insulina a medicações que otimizam as picadas e o controle do diabetes.

 

Para um número considerável de diabéticos — uma nação de 12,5 milhões de brasileiros —, a injeção de insulina vira uma companheira inseparável no dia a dia. Isso acontece quando o organismo já não consegue suprir mais o hormônio, o que coloca a saúde em risco. Enquanto esse fenômeno costuma ser súbito no tipo 1, comum em gente jovem e marcado por um processo autoimune, com o passar do tempo ele também pode ocorrer no tipo 2, a versão mais prevalente e associada à idade e ao ganho de peso. É o pâncreas decretando a bancarrota na produção de insulina, molécula que permite à glicose entrar nas células e gerar combustível para o corpo.

 

O uso da insulina sintética é visto como um divisor de águas na vida dos pacientes. Muda a rotina — são picadas no dedo pra checar a glicemia, picadas na barriga para repor o hormônio… — e abundam mitos, medos e preconceitos. Não é de estranhar, portanto, que qualquer novidade que facilite o cotidiano seja amplamente saudada pelos médicos e pelas pessoas com diabetes.

Eis o cenário em que desponta uma nova geração de insulinas associadas, na mesma caneta de aplicação, a outros medicamentos, e destinadas a diabéticos do tipo 2. Basta uma injeção por dia para domar o açúcar no sangue. Cai o número de picadas, caem os efeitos colaterais ligados a elas.

 

São dois novos produtos que inauguram a classe no Brasil, um do laboratório Novo Nordisk, outro da Sanofi. O chamariz vem justamente das promessas, confirmadas em estudos, de uma rotina mais prática e segura ao paciente. Até porque, com o avanço dos anos, tende a aumentar o número de doses de insulina por dia. “Chega uma hora em que o diabético já não consegue fazer o controle direito”, nota o endocrinologista André Vianna, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

Além de exigir ajustes no dia a dia, que demandam uma boa orientação em consultório, a utilização de várias injeções de insulina, crucial para prevenir complicações do diabetes, pode ter efeitos adversos complicados. O principal é o risco de hipoglicemia, quando a glicose no sangue baixa demais — é só imaginar um diabético errando a dose ou comendo menos que o esperado, por exemplo. Se não sanado, o quadro é capaz de provocar desmaios e convulsões.

 

Foi com a ideia de tornar esse contexto mais tranquilo para o paciente que cientistas pensaram em agregar um parceiro à insulina na mesma formulação. Por que não combiná-la a uma molécula que, também naturalmente produzida pelo corpo, tem a função de ajudar no equilíbrio glicêmico?

Pois a tal molécula é um hormônio, o GLP-1, fabricado no intestino com o objetivo de estimular a secreção de insulina, e já presente, em sua versão sintética, em remédios para diabéticos do tipo 2 (são os análogos de GLP-1).

 

“No tratamento usual com insulina, o paciente injeta o tipo basal pela manhã e aplica os tipos de ação rápida ou ultrarrápida antes das refeições, já que o corpo não consegue fazer a regulação sozinho”, contextualiza o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

 

A solução da indústria foi juntar, em um só líquido, a insulina de longa duração, que fica ativa por cerca de 24 horas, com o GLP-1, que faz uma regularização inteligente do açúcar no sangue. “A grande sacada é que o combo trabalha de maneira glicose-dependente e ainda faz o pâncreas produzir um pouquinho de insulina, a mais ou a menos, conforme a necessidade”, explica Couri.

 

Os resultados são animadores: mais de 70% dos pacientes que usam o produto conseguem manter a glicemia em níveis adequados, de acordo com os estudos da Sanofi. Depois que a injeção é aplicada, a insulina faz a captação da glicose nos tecidos do corpo. Enquanto isso, o GLP-1 modula, lá no pâncreas, a produção do restinho de insulina e a secreção de glucagon, substância que inibe a ação da insulina. Tudo isso sem precisar aplicar uma dose de insulina antes da refeição.

 

Please reload

CAPA - REVISTA MAIL3.jpg
Posts em destaque

Traumatologia - Artrose: O que é, Sintomas, Causas e Tratamento

30/11/2017

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga nossa fanpage
  • Grey Facebook Icon

CLIQUE AQUI 

e faça o download da versão online da Revista São Pietro News!